terça-feira, 10 de abril de 2018

O Grafólogo - Ética e Metodologia



A primeira característica necessária a um Grafólogo é a humildade para reconhecer que cada letra que analisa é um novo desafio que se apresenta ao seu conhecimento e sua sensibilidade. Os maiores mestres na Grafologia são pessoas humildes e generosas.
Assim, escreve Odete S. Loevy e Cacilda C. dos Santos em seu livro “Grafologia”: “...acima de tudo são requeridos obviamente, conhecimento da matéria, da Grafologia e treino. O grafólogo deve ter espírito observador e atento. Depois, é necessário que, ao se dispor a fazer uma análise, antes do mais coloque de lado seus próprios gostos e seus preconceitos, procurando fazer-se neutro e vazio, a fim de tornar-se receptivo e poder sentir e compreender o que a escrita esteja dizendo. Assim, no sentido de chegar a essa compreensão, é preciso que seja pessoa amadurecida, que se conheça em certa medida, senão problemas seus poderão ser transferidos para interpretação do material. Exercer a Grafologia exige um autoconhecimento cada vez maior e exige, também certa sensibilidade para percepção de dados psicológicos que a grafia lhe possa apresentar.”
 
Gosto destas considerações de Marguerite de Surany:
                                                                                                       
 “...O grafólogo deve considerar a escrita, acima de tudo, como um amplo panorama que se descortina diante de seus olhos, enquanto o estuda com toda imparcialidade...”
 
“Só a intuição do grafólogo, seu conhecimento das pessoas, suas aptidões psicológicas e seu amor ao próximo lhe permitem sintonizar-se com o ambiente e a intimidade do indivíduo que é o objeto do estudo.”
 “... sob o impulso do intelecto e dos estados de alma, a caneta forma as letras, seguindo os meandros do caráter, das aspirações, dos conhecimentos da pessoa que escreve....”

“A letra é um ser vivo: é o reflexo do pensamento e do psiquismo do indivíduo, daquilo que compõe o seu Eu e o seu Ser Superior.”

“O papel sobre o qual ela é traçada constitui a sua atmosfera."
“A linha é a sociedade: são os outros. A forma da letra em contato com a linha fornece o tom do relacionamento do indivíduo com o seu próximo.
A caneta é o alimento da letra.”



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