segunda-feira, 9 de abril de 2018

Um breve histórico sobre a Grafologia



A Grafologia é uma ciência moderna, e embora alguns autores atribuam conteúdos relacionados à grafia desde Aristóteles, o primeiro livro sobre esta ciência data de 1622, sendo seu autor Camilo Baldo, professor da Universidadede Bolonha. Em 1792 Grohman, publica um livro que relaciona o grafismo à constituição do corpo, voz, a cor dos cabelos e dos olhos.

Em 1875 o padre Michon, um abade francês, publicou, em colaboração com Desbarrolles, o primeiro sistema completo de Grafologia. Um longo e minucioso trabalho que se tornou valioso para o estudo da Grafologia atual. Ele dizia que “toda escrita, como toda linguagem, é a imediata manifestação do ser íntimo, intelectual e moral”.

Um desentendimento entre os dois, sobre quem teria criado a Grafologia, os separa, e em 1871, Michon funda a “Société de Graphologie” e o jornal “La Graphologie.

Anos depois, Crepiex-Jamin imprime à nova ciência um verdadeiro valor científico, atribuindo o sentido de superioridade e inferioridade, o que lhe vale o título de mestre da Grafologia clássica francesa.

Por volta de 1900, o filósofo alemão Klages, cria sua própria escola, introduzindo as teorias dos dois franceses, suas concepções filosóficas sobre o antagonismo entre alma e espírito. Cria o sentido positivo e negativo, introduz o ritmo da escrita, entre outros conceitos, criando a Sociedade Alemã.


Um dos maiores gênios da grafologia, Max Pulver, foi o primeiro a introduzir a Psicanálise na Grafologia.

Integrando as contribuições de cada autor, fala-se que Michon foi o iniciador geral, Crepieux-Jamin o ordenador, Klages o introdutor de novos horizontes psicológicos e Pulver reuniu as contribuições dos três anteriores. Diz-se que Pulver possui a intuição de Michon, a construção sistemática de Crepieux-Jamin e a sensibilidade simbólica de Klages.

O quinto mestre da Grafologia foi o padre Italiano Girolamo Moretti, coloca a escola italiana a altura das outras. Marco Marchesan, outro italiano criou uma filosofia singular em torno dos sinais grafológicos.

Na Bélgica, destaca-se Ana Maria Cobbaert, com o livro “Segredos da Grafologia”. Na Espanha, Augusto Vels, Maurício Xandró, Matilde e Silvia Ras e Vila Verde. Na Argentina, J. Balandras, Honroth, Riviera e Maria Elina Echeverria. Ainda na França, E. Solange Pellat, Helena Saint-Morand, Suzane Bressard, J. C. Gillemaisani, Roseline Crepy e os médicos Rougemant, Streletsky e F. Bayle. Há muitos outros contemporênos, que vão somnado mais à ciência e agregando as transformações da sociedade.

No Brasil foi editado em 1900 o primeiro livro “A Grafologia em Medicina Legal”, escrito pelo médico José de A Costa Pinto. Em seguida também editaram seus livros Frederico Kosin, Bettina Katzenstein-Shaenfeldt, Edson Bellintani, Rose Mehlich e outros. Em 1979 fundou-se em São Paulo a Sociedade Brasileira de Grafologia, SOBRAG, tendo como presidente o médico psiquiatra Julio Gouveia. Em 1987, a vice-presidente da SOBRAG, Odete Serpa Loevy, com Cacilda Cuba dos Santos publicam o livro “Grafologia”.
O mestre brasileiro Paulo Sergio de Camargo é hoje quem mais produz conteúdo entre nós, trazendo para tudo o que sempre tudo o que há de mais moderno no mundo sobre esta ciência.

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