A Grafologia
é uma ciência moderna,
e embora alguns
autores atribuam conteúdos
relacionados à grafia desde Aristóteles, o primeiro
livro sobre
esta ciência data
de 1622, sendo seu autor
Camilo Baldo, professor da Universidadede Bolonha. Em 1792 Grohman, publica um livro que relaciona o grafismo à constituição
do corpo, voz,
a cor dos cabelos
e dos olhos.
Em 1875
o padre Michon, um
abade francês,
publicou, em colaboração
com Desbarrolles, o primeiro
sistema completo
de Grafologia. Um
longo e minucioso
trabalho que
se tornou valioso para o estudo da Grafologia
atual. Ele
dizia que “toda escrita,
como toda
linguagem, é a imediata
manifestação do ser
íntimo, intelectual
e moral”.
Um desentendimento
entre os dois,
sobre quem
teria criado a Grafologia,
os separa, e em 1871, Michon funda a “Société de Graphologie” e o jornal “La Graphologie.
Anos depois,
Crepiex-Jamin imprime à nova ciência um verdadeiro valor
científico, atribuindo o sentido de superioridade e
inferioridade, o que lhe vale o título de mestre
da Grafologia clássica
francesa.
Por volta
de 1900, o filósofo alemão Klages, cria sua própria escola,
introduzindo as teorias dos dois franceses, suas concepções filosóficas sobre
o antagonismo entre
alma e espírito.
Cria o sentido
positivo e negativo,
introduz o ritmo da escrita,
entre outros
conceitos, criando a Sociedade
Alemã.
Um dos maiores
gênios da grafologia,
Max Pulver, foi o primeiro a introduzir
a Psicanálise na Grafologia.
Integrando as contribuições
de cada autor,
fala-se que Michon foi o iniciador geral,
Crepieux-Jamin o ordenador,
Klages o introdutor de novos horizontes
psicológicos e Pulver reuniu as contribuições
dos três anteriores.
Diz-se que Pulver possui a intuição de Michon, a construção sistemática de Crepieux-Jamin e a sensibilidade
simbólica de Klages.
O quinto mestre da Grafologia
foi o padre Italiano Girolamo Moretti,
coloca a escola italiana a altura das outras. Marco
Marchesan, outro italiano criou uma filosofia singular
em torno
dos sinais grafológicos.
Na Bélgica, destaca-se Ana
Maria Cobbaert, com o livro “Segredos
da Grafologia”. Na Espanha, Augusto
Vels, Maurício Xandró, Matilde e Silvia Ras e Vila
Verde. Na Argentina, J. Balandras, Honroth, Riviera e Maria Elina
Echeverria. Ainda na França, E. Solange Pellat, Helena Saint-Morand, Suzane Bressard, J. C.
Gillemaisani, Roseline Crepy e os médicos
Rougemant, Streletsky e F. Bayle. Há muitos outros contemporênos, que vão somnado mais à ciência e agregando as transformações da sociedade.
No Brasil foi editado em
1900 o primeiro livro
“A Grafologia em
Medicina Legal”,
escrito pelo médico José de A Costa
Pinto. Em
seguida também
editaram seus livros
Frederico Kosin, Bettina Katzenstein-Shaenfeldt, Edson Bellintani, Rose Mehlich
e outros. Em 1979 fundou-se em
São Paulo a Sociedade
Brasileira de Grafologia,
SOBRAG, tendo como presidente
o médico psiquiatra
Julio Gouveia. Em 1987, a vice-presidente da SOBRAG,
Odete Serpa Loevy, com Cacilda Cuba dos Santos
publicam o livro “Grafologia”.
O mestre brasileiro Paulo Sergio de Camargo é hoje quem mais produz conteúdo entre nós, trazendo para tudo o que sempre tudo o que há de mais moderno no mundo sobre esta ciência.
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